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Tecnologia deve ser usada com consciência

O Sistema de Posicionamento Global, mais conhecido como GPS, é uma tecnologia americana criada na década de 70 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América. Se no passado teve o objetivo de monitorar bombardeios, hoje o navegador é usado não somente para guiar o caminho dos condutores, mas também como TV digital, visualizador de fotos, slot de expansão de memória, calculadora, etc.

Utilidade

O uso do GPS é interessante em diversas situações. Para os taxistas e amantes de viagens rodoviárias, por exemplo, é literalmente um achado, já que precisam encontrar localizações com precisão. Mas o uso das outras funções adicionadas ao aparelho tem sido alvo de discussões junto aos órgãos competentes. Adquirir um produto não tem nada de errado, mas a forma como ele é usado, sim.

Legislação

Em 2007, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) divulgou a Resolução nº 242, que revoga a Resolução nº 190, e dispõe sobre a instalação e utilização de equipamentos geradores de imagens nos veículos automotores.

Segundo a resolução, é permitida a instalação e utilização de aparelho gerador de imagem cartográfica destinado a orientar o condutor quanto ao funcionamento do veículo, a sua visualização interna e externa, sistema de auxílio à manobra e para auxiliar na indicação de trajetos ou orientar sobre as condições da via, por intermédio de mapas, imagens e símbolos, conforme Art. 1º.

A resolução proíbe a instalação, em veículo automotor, de equipamento capaz de gerar imagens para fins de entretenimento. O uso do aparelho dessa forma só é permitido se possuir mecanismo automático que o torne inoperante ou o modifique para a função de informação de auxílio à orientação do motorista independente da vontade dele e dos passageiros quando o veículo estiver em movimento. Ou, ainda, se estiver instalado de forma que somente os passageiros ocupantes dos bancos traseiros possam visualizar as imagens.

O descumprimento da lei é considerado infração média de trânsito com perda de cinco pontos na carteira gerando, como penalidade, multa de R$ 85,13 ao infrator.

Imagem que tira atenção

A passageira Julieta Motta é a favor do rigor da lei. Ex-motorista e, hoje, usuária assídua do serviço de táxi, a passageira possui uma experiência que exemplifica o perigo do uso da TV digital.

“O motorista estava dirigindo e assistindo jornal e eu incomodada, pois ele não tirava os olhos do aparelho. Cheguei a brincar falando que a TV deveria ficar na parte de trás, pois seria um ‘plus’ aos passageiros e que ainda era mais seguro, mas ele falou que já estava acostumado e que só estava com a TV ligada pois o trânsito estava pesado. Pronto, não deu cinco minutos, ele deu uma batida no carro da frente bem na hora que resolveu mudar de canal”, relata.

Já Carla Campos, por conta do uso da TV Digital, arrumou um problema maior quando estava dirigindo e assistindo novela. “Assumo que me distraí completamente. Fui prestar atenção em um diálogo. O carro da frente freou. Quando dei por mim já tinha batido e arrebentado a frente do meu carro e a do outro. Com o impacto, fiz chicote com o pescoço, tive de usar colete cervical e, ainda, acionar sinistro”, descreve Carla.

Fonte: www.dicasautore.com.br – Edição 41